Ganhador de uma das etapas da última Volta da França, Mikel Astarloza está para ser afastado do ciclismo pelos próximos dois anos. O atleta espanhol, nascido em 1979, viu a contraprova de um exame antidoping realizado em junho passado também apontar a presença do hormônio sintético EPO em sua urina.
A amostra que condena Astarloza a dois anos de suspensão foi tomada em 26 de junho, apenas nove dias antes do início da Volta da França, na qual ele venceu a 16ª etapa e terminou como o 11º colocado na classificação geral. Por meio de um comunicado emitido à imprensa nesta quarta-feira, o atleta negou a utilização do hormônio que eleva a quantidade de glóbulos vermelhos no sangue.
"Prefiro o castigo a reconhecer algo que não fiz. Nunca reconhecerei um delito que não cometi", escreveu. Caso afirmasse que tentou se dopar, ele teria sua punição diminuída em um ano. "Minha palavra não tem preço".
Garantindo a inocência, portanto, Astarloza buscará prová-la junto a advogados, que prometem limpar a imagem de seu cliente através de outras análises às quais o atleta está se submetendo. "Apresentarei os resultados quando forem firmes e objetivos e confio em fazê-lo o mais breve possível".
A ciclista venceu mais uma vez a prova dos 500m na categoria pista, modalidade contrarrelógio, sagrando-se bicampeã da competição. A atleta defende a equipe de Pindamonhangaba (FAPI/FUNVIC/JKS/Sundown)
Campeão austríaco nas temporadas de 2007 e 2008, Christian Pfannberger testou positivo no último mês de março, enquanto se preparava para participar da disputa do Giro da Itália