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- 19h00
- 24Nov
Joel Centeio vence em Haleiwa
Joel Centeio [26] dominou o Reef Hawaiian Pro, em Haleiwa, 6 estrelas ? Prime, penúltima etapa válida pelo WQS 2009 e priemira do Triple Crown terminou no último dia da janela e coroou um havaiano, local do pico
- 18h30
- 24Nov
Em Haleiwa, Joels dominam tubos
Joel Centeio [26] dominou o Reef Hawaiian Pro, em Haleiwa, 6 estrelas ? Prime, penúltima etapa válida pelo WQS 2009 e priemira do Triple Crown terminou no último dia da janela e coroou um havaiano, local do pico
- 00h00
- 24Nov
Merrequeira amada
Joel Parkinson é um dos fortes candidatos a mais uma coroa do Triple Crown, além da boa possibilidade de ser o campeão mundial de 2009
- 12h24
- 23Nov
Picuruta Salazar, 10
O surfista de Santos, aos 49 anos de idade, conquistou seu décimo título profissional de longboard, ao alcançar a quinta colocação na última etapa do Circuito Petrobrás Longboard Classic, no Rio
- 17h49
- 22Nov
- 01h14
- 21Nov
BLANCHARD, A MENINA E A COROA
A jovem havaiana, Alana Blanchard, do Kauai, lidera o Vans Triple Crown.
- 10h30
- 20Nov
Brasileiro invade Pororoca chinesa
Depois de desbravar a floresta amazônica e tornar-se um dos maiores conhecedores de surfe em pororoca no mundo, Serginho Laus encara o Blac Dragon, na China
- 10h00
- 20Nov
Making Of do Frontside com Formiga
Adriano de Souza e Sandro Dias, os Mineirinhos dos esportes radicais, participaram do programa Frontside com Formiga desse mês. Veja como foi o encontro de Mineirinhos
- 11h50
- 19Nov
Lista oficial de convidados do Memorial Eddie Aikau
O evento tem prazo para acontecer entre 1 de dezembro de 2009 e 28 de fevereiro de 2010, somente quando as ondas atingirem o mínimo de 20 pés. A premiação total é de 98 mil dólares
- 22h00
- 18Nov
Haleiwa está valendo
Depois de cinco dias sem ondas o Triple Crown foi reiniciado. Para variar começaram o evento num mar ridículo com o round dos 136 para depois pararem no meio do round dos 128
Havaí? Peru? Quem pode afirmar qual foi o primeiro lugar em que alguém achou útil ou divertido descer ondas em cima de algo que flutue? Mas pode-se afirmar onde o surfe se firmou como esporte, quando e quem foi o responsável por levá-lo ao mundo todo.
Há registros de homens chegando às praias do Peru, descendo ondas de quase 500 anos atrás. Usavam uma espécie de balsa de totora (palha). Mas o relato mais firme é o do capitão inglês James Cook, de 1778. Ao chegar às ilhas que formam o Havaí ele viu pessoas de pé no mar, sobre pranchas. Era o surfe e, supõe-se, não se tratava de uma atividade nova por aquelas praias.
No Século XIX, a cultura polinésia como um todo foi sufocada pela presença cada vez maior de estrangeiros no Havaí. A recuperação das tradições começou perto do Século 20.
Em 1912, quando perguntaram ao campeão olímpico de natação em Estocolmo, Suécia, qual era o segredo da incrível forma física, Duke Kahanamoku respondeu: é o surfe.
Por ele o esporte tornou-se conhecido, foi levado aos Estados Unidos, à Austrália e se espalhou pelo mundo.
As pranchas eram pesadas, com cerca de 80 quilos, feitas de madeira maciça. Na década de 1920, um americano chamado Tom Blake aplicou técnicas de construção de barcos para fazer pranchas ocas, bem mais leves, marco da evolução dos materiais.
No Brasil
Um exemplar da revista Popular Mechanics, com os desenhos e medidas da prancha de Blake, chegou a garotos de Santos no fim da década de 30. Pela curiosidade deles foram feitas as primeiras pranchas no Brasil e surfadas as primeiras ondas, na Praia do Gonzaga.
Jua Haffers, Osmar Gonçalves e Thomas Rittscher assinam a façanha. ?As pessoas gritavam da areia: olha lá o homem andando na água!?, contou Haffers, em uma entrevista.
No entanto eles não surfaram por muito tempo.
Somente na década de 50 é que o surfe se transformou num esporte pra valer, até mesmo num estilo de vida, só que no Rio de Janeiro, que fervia de Bossa Nova, futebol e praia. Arduíno Colasanti, um dos grandes nomes do mergulho brasileiro, foi um desses pioneiros em pranchas de madeirite. Nos anos 60, o canto do Arpoador, no Rio, era o endereço do surfe brasileiro e concentrou o desenvolvimento do esporte. Na década de 70 é que as competições passaram a ser mais frequentes.
Destaques internacionais
Eddie Aikau
Homem que tornou-se uma lenda havaiana. Foi salva-vidas no North Shore e resgatou centenas de pessoas. Aprendeu a entender e teve coragem para enfrentar com uma prancha o lugar onde se formam as maiores ondas do mundo. Aikau não era um papa-títulos em competições. Mas fez em ondas grandes o que poucos foram capazes na história. Foi dado como morto em 17 de março de 1978, aos 31 anos de idade. Eddie desapareceu no mar quando a embarcação em que estava, a Hokule?a, virou durante uma travessia para o Taiti. Ele tentava buscar ajuda sozinho, a nado. Eddie would go (Eddie iria) virou expressão comum para situações em que só muito corajosos são capazes de enfrentar.
Gerry Lopez
O Senhor Pipeline é um dos ídolos do surfista brasileiro Rico de Souza. Venceu o Pipeline Masters em 1972 e 1973. Tornou-se um mestre nos tubos havaianos, criou novas pranchas de surfe e foi um dos pioneiros do Town-in (surfe de ondas grandes com auxílio de jet skis).
Tom Carroll
Australiano, campeão mundial em 1983 e 1984. Ganhou o Pipe Masters de 1987. Mudou os rumos do surfe ao se destacar fisicamente nas competições.
Tom Curren
Seu outro nome é estilo. Filho das águas de Santa Bárbara, Califórnia, o norte-americano foi campeão mundial por três vezes: 1985, 1986 e 1990, então com 26 anos de idade.
Kelly Slater
Pela hegemonia em duas décadas de competições, sem dúvida, é um dos maiores atletas da História, entre todos os esportes. O norte-americano tem oito títulos mundiais no WCT: 1992, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 2005 e 2006 - estes dois últimos, depois de retornar da ?aposentadoria?.
Destaques nacionais
Fábio Gouveia
É considerado o melhor surfista do Brasil de todos os tempos. A melhor colocação do paraibano no WCT (World Championship Tour) foi um quinto lugar em 1992. Fabinho venceu quatro eventos da elite mundial do surfe. Fábio foi campeão brasileiro amador em 1987 e profissional em 1998 e 2005. Conquistou também o WQS (divisão mundial de acesso) em 1998.
Vítor Ribas
O surfista do Rio de Janeiro tem a melhor colocação de um brasileiro no circuito mundial WCT: terceiro lugar, em 1999. Nasceu em Cabo Frio em 01/11/1971. Pertenceu à elite do surfe por 14 anos e, em 1997, chegou a liderar a competição vencida por Kelly Slater. Em 1997, conquistou o título do WQS.
Rico de Souza
Grande parte dos surfistas de hoje talvez identifique mais a figura de Rico de Souza como professor. Mas ele é um dos grandes nomes do surfe de competição no Brasil. Campeão brasileiro por seis vezes (1969, 1972 e 1973 de pranchinha; 1987,1988 e 1989 de longboard), vice-campeão mundial de longboard em 1988 e 1989. Em 1990, criou a primeira escola de surfe do Brasil.
Picuruta Salazar
É conhecido como Gato porque, mesmo quando cai, permanece de pé na prancha. É o maior colecionador de títulos do surfe brasileiro. De origem humilde, começou a surfar nas ondas do Canal 1, em Santos, com pranchas emprestadas. Na década de 80 passou a se destacar nas competições estaduais e nacionais. No longboard virou uma grande referência.
Adriano Mineirinho
É apontado como o surfista com mais chances de conquistar o primeiro título brasileiro no WCT. Nascido em 13 de fevereiro de 1987, Adriano de Souza foi criado numa favela do Guarujá, litoral de São Paulo. Teve destaque em competições desde muito jovem. É campeão mundial júnior e conquistou o título do WQS de 2005.
Depoimento Renan Rocha, surfista, comentarista do Planeta EXPN
Se a liberdade é a busca contínua para expressarmos nossos sentimentos, o surfe é o caminho. Esporte que liberta a alma do ser humano, olhando o infinito do horizonte como uma folha que navega sem rumo no oceano. Mas temos o privilégio de poder raciocinar e usar essa ferramenta para fazermos a dança do corpo em cima de uma prancha, deslizando ondas, aprendendo a lidar com a natureza, respeitando-a, fazendo, além de uma terapia, um esporte. Aproveite a liberdade, vá surfar.
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