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Na disputa dos resultados improváveis, apontados aqui como decisivos há duas semanas, quem segue na ponta é o Flamengo, com suas vitórias no Mineirão e nos Aflitos. Mas o mais improvável pode ser são-paulino. Não é simples, nem provável, mas no campeonato dos pontos perdidos, o São Paulo pode ser campeão se vencer em Goiânia.
Se ganhar do Goiás, o Flamengo perder para o Corinthians, Palmeiras e Inter empatarem ou perderem contra Atlético Mineiro e Sport, respectivamente, o São Paulo será campeão na 37a rodada, com uma de antecipação.
Não é o mais simples.
Também não é simples que o campeão seja o Palmeiras ou o Inter. Mas o campeonato tem quatro concorrentes a duas rodadas do fim.
É um recorde nos pontos corridos.
Ano passado, na 36a rodada, apenas São Paulo e Grêmio podiam ganhar o campeonato.
Desta vez, a disputa segue com São Paulo, Flamengo, Internacional e Palmeiras.
Sem contar que Atlético Mineiro e Cruzeiro ainda estão na briga, mesmo que apenas matematicamente.
É a primeira vez na história no Brasileirão em que seis times estão vivos a duas rodadas do fim.

O Fluminense estava no céu.

E então, Jóbson virou o jogo contra o São Paulo. Virou com um passe, um gol e muita velocidade.
A reação alvinegra não acaba com a chance de o Flu se salvar. Ao contrário, a rodada permite ainda que os dois cariocas escapem, porque Coritiba e Atlético Paranaense não estão a salvo, com seus 44 pontos.
Incrível: o campeonato que parecia abaixar a nota de corte para o rebaixamento, até o meio do segundo turno, pode rebaixar alguém com 46, com 47 pontos -- até hoje, 45 pontos salvaram nos torneios com 20 clubes e 38 rodadas.
O Fluminense foi preciso nos contra-ataques do segundo tempo, depois de permitir ao Sport ter posse de bola na primeira etapa. Espetacular o contra-ataque com que Conca deixou Fred com o gol vazio.
O Flu precisa vencer Vitória e decidir sua sorte contra o Coritiba, que antes vai ao Mineirão enfrentar o Cruzeiro.
Ao Botafogo, a receita é a mesma do jogo contra o São Paulo. Muito melhor o time com Renato dando o ritmo, com Lúcio Flávio preso como terceiro homem de meio-de-campo -- sem Léo Silva.
Nesse ponto, Estevam acertou em cheio.
Problema é não ter Jóbson contra o Atlético Paranaense. Pode faltar velocidade, justamente a qualidade que sobrou contra o São Paulo.
- 14h44
- 20Nov

O Grêmio já sondou Dorival Júnior para o ano que vem. É um dos nomes cotados, principalmente pela perspectiva de Adílson Batista permanecer no Cruzeiro - o Grêmio procurou Adílson, mas a chance de continuar em Belo Horizonte existe. Por enquanto, o técnico do Vasco mantém sua atenção nas últimas rodadas da Série B, mas já discutiu as bases da renovação do contrato.
A dificuldade para o Vasco manter Dorival Júnior é o projeto. Apesar do contrato de patrocínio com a Eletrobraz, a situação financeira vascaína não é confortável para montar uma equipe competitiva para o ano que vem.
O problema para a renovação não é o salário. É o projeto. Dirigir o Vasco com um time fraco e expectativa enorme é um risco para qualquer treinador. E o Vasco não acena com a possibilidade de um time poderoso.

O efeito suspensivo concedido pelo STJD para Jean, Dagoberto e Borges só tem validade a partir de segunda-feira. E foi concedido por um membro botafoguense do STJD.
Aqui não vai nenhum efeito de valores, apenas a informação, importante apenas a partir do momento em que um dos auditores, Rodrigo Fux, declarou-se rubro-negro em pleno exercício de suas atividades.
Vale entender o procedimento do tribunal.
Todo efeito suspensivo deve ser analisado pelo presidente do STJD. Mas Rubens Approbato Machado está licenciado.
O segundo homem na escala é Virgílio da Costa Val. Como estava ausente do Rio de Janeiro, o caso passou para o terceiro da hierarquia.
O terceiro homem na hierarquia é José Mauro Couto de Assis. Este declarou-se suspeito, porque seu filho tem ligação com a direção do Botafogo.
O caso, então, teve de ser avaliado por Francisco Mussnich, ex-namorado da irmã de Daniel Dantas e ex-advogado do Opportunity. Francisco Mussnich é dos membros mais respeitáveis do STJD. E botafoguense.
Inicialmente, o site do STJD divulgou que o efeito suspensivo valeria a partir da 36a rodada. Logo depois, ficou claro que o efeito foi concedido mas só terá validade a partir da 37a. rodada. Ou seja, Jean, Dagoberto e Borges seguem sem condição de jogo contra o Botafogo.
- 11h10
- 20Nov

Sábado, Pacaembu, 19h30
CORINTHIANS – Problemas - Felipe (poupado), Júlio César (poupado), Alessandro (machucado), Balbuena (expulso), Jucilei (machucado), Chicão(machucado, dúvida), Dentinho (machucado), Defederico (terceiro cartão), Marcelo Mattos (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Rafael, Marcelinho, Paulo André e Diego e Escudero; Edu, Elias; Boquita, Edno e Jorge Henrique; Ronaldo. Técnico: Mano Menezes
NÁUTICO – Problemas – Cláudio Luís (terceiro cartão), Irênio (terceiro cartão), Fernando (machucado), Derlei (machucado), Johnny (machucado), Eduardo (machucado), Mariano Torres (emprestado pelo Corinthians), Acosta (emprestado pelo Corinthians) – Time provável (4-3-1-2) – Gledson, Patrick, Márcio, Asprilla e Ânderson Santana; Rudinei, Nilson, Juliano e Aílton; Carlinhos Bala e Bruno Mineiro. Técnico: Geninho
CURIOSIDADE – Geninho é o único técnico campeão brasileiro depois de ter sido rebaixado. Caiu com o União São João, em 1996, foi campeão pelo Atlético Paranaense, em 2001. Se perder, pode ter o rebaixamento confirmado no sábado.
PALPITE – Corinthians
POR QUÊ – O Corinthians está desfalcado, mas os problemas do Náutico são mais sérios. E o time é pior.
ARBITRAGEM – Alicio Pena Júnior (MG); Celso Luís da Silva, Marcus Vinícius Gomes
ATLÉTICO PARANAENSE x CRUZEIRO

Sábado, Arena da Baixada, 19h30
ATLÉTICO PARANAENSE – Problemas – Rafael Miranda (machucado) – Time provável (3-5-2) – Galatto, Manoel, Rhodolfo e Bruno Costa; Nei, Paulo Baier, Valencia, Wesley e Alex Sandro; Marcinho e Wallyson. Técnico: Antônio Lopes
CRUZEIRO – Problemas – Guerrón (machucado), Soares (machucado) – Time provável (4-3-1-2) – Fábio, Jonathan, Gil, Leonardo Silva e Diego Renan; Henrique, Fabrício, Marquinhos Paraná e Gilberto; Thiago Ribeiro e Wellington Paulista. Técnico: Adílson Batista
CURIOSIDADE – O Cruzeiro não vence na Arena da Baixada desde 2003, quando o time de Alex e Vanderlei Luxemburgo enfiou 4 x 1.
PALPITE – Cruzeiro
POR QUÊ – O time de Adílson Batista tem perdido pontos em casa e vencido como visitante. Foi assim nas três partidas recentes.
ARBITRAGEM – Paulo César Oliveira (SP); Márcio Luiz Augusto, Carlos Augusto Nogueira Júnior
SANTOS x CORITIBA

Domingo, Vila Belmiro, 17h
SANTOS – Problemas – Léo (machucado), George (machucado), Germano (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Felipe, Pará, Adaílton, Eli Sabiá e Triguinho; Rodrigo Manca e Rodrigo Souto; Róbson, Paulo Henrique Ganso e Neymar; Kléber Pereira. Técnico: Vanderlei Luxemburgo
CORITIBA – Problemas – Pedro Ken (terceiro cartão), Ângelo (machucado), Ariel (machucado, dúvida) – Time provável (4-3-1-2) – Vanderlei, Rodrigo Heffner, Jéci, Pereira e Luciano Amaral; Jaílton, Leandro Donizete, Makelele e Carlinhos Paraíba; Marcelinho Paraíba e Rômulo. Técnico: Ney Franco
CURIOSIDADE – Ano passado, o Coritiba venceu na Vila Belmiro por 3 x 1, com três gols de Keirrison.
PALPITE – Empate
POR QUÊ – O empate praticamente livra os dois clubes da ameaça de rebaixamento.
ARBITRAGEM – Ricardo Marques Ribeiro (MG); Márcio Eustáquio Santiago, Guilherme Dias Camilo
BOTAFOGO x SÃO PAULO

Domingo, Engenhão, 17h
BOTAFOGO – Problemas – André Lima (machucado), Victor Simões (machucado, dúvida) – Time provável (4-3-1-2) – Jéferson, Alessandro, Juninho, Wellington e Diego; Leandro Guerreiro, Léo Silva, Fahel e Lúcio Flávio; Jóbson e Reinaldo. Técnico: Estevam Soares
SÃO PAULO – Problemas – Jean (suspenso pelo STJD), Borges (suspenso pelo STJD), Dagoberto (suspenso pelo STJD), Hugo (terceiro cartão), André Dias (terceiro cartão) – Time provável (3-4-2-1) – Rogério, Renato Silva, Miranda e Richarlyson; Adrián González, Hernanes, Arouca, Jorge Wágner e Júnior César; Marlos e Washington. Técnico: Ricardo Gomes
CUIROSIDADE – O São Paulo não perde no Rio de Janeiro para o Botafogo desde 2004, quando caiu por 1 x 0.
PALPITE – São Paulo
POR QUÊ – Apesar dos desfalques, o São Paulo é forte jogando em contra-ataques.
ARBITRAGEM – Sandro Meira Ricci (DF); Altemir Hausmann, Alessandro Álvaro da Rocha Matos
SPORT x FLUMINENSE

Domingo, Ilha do Retiro, 17h
SPORT – Problemas – Durval (expulso), Magrão (terceiro cartão), Hamilton (suspenso pelo STJD) – Time provável (4-3-1-2) – Cléber, Igor, César e Freire; Élder Granja, Moacir , Andrade e Dutra; Adriano Pimenta; Arce e Wílson. Técnico: Levi Gomes
FLUMINENSE – Problemas – Diguinho (terceiro cartão), Digão (terceiro cartão e machucado), Maicon (machucado) – Time provável (3-4-1-2) – Rafael, Gum, Dalton e Diogo; Mariano, Diogo, Maurício, Marquinho e Dieguinho; Conca; Alan e Fred. Técnico: Cuca
CURIOSIDADE – A maior goleada já sofrida pelo Flu no Brasileirão aconteceu na Ilha do Retiro: 6 x 0 em 1996.
PALPITE – Empate
POR QUÊ – Os desfalques do Fluminense são importantes e o cansaço também.
ARBITRAGEM – Wilson Luís Seneme (SP); Ednílson Corona, João Bourgalber Nobre Chaves
SANTO ANDRÉ x AVAÍ

Domingo, Bruno José Daniel, 17h
SANTO ANDRÉ – Problemas – Renato Dias (expulso), Ávine (machucado) – Time provável (4-2-2-2) – Neneca, Rômulo, Cesinha, Vinícius e Elvis; Ricardo Conceição, Júnior Dutra, Camilo e Marcelinho; Nunes e Wanderley. Técnico: Sérgio Soares
AVAÍ – Problemas – Émerson (terceiro cartão), Ferdinando (terceiro cartão) – Time provável (3-4-2-1) – Eduardo Martini, Rafael, Rogério e Augusto; Luís Ricardo, Marcus Vinícius, Léo Gago e Eltinho; Marquinhos e Muriqui; William. Técnico: Silas
CURIOSIDADE – Ano passado, pela Série B, vitória do Santo André por 1 x 0, gol de Jéferson.
PALPITE – Avaí
POR QUÊ – O time de Silas tem o retorno de Muriqui, joga no contra-ataque e enfrenta um adversário à beira ro rebaixamento.
ARBITRAGEM – Djalma Beltrami (RJ); Dibert Pedrosa Moisés, Hílton Moutinho Rodrigues
VITÓRIA x BARUERI

Domingo, Barradão, 19h30
VITÓRIA – Problemas – Wallace (machucado), Apodi (afastado), Viáfara, Nino, Fábio Ferreira, Ânderson Martins e Leandro; Vânderson e Magal; Leandro Domingues, Ramon e Neto Berola; Roger. Técnico: Vágner Mancini
BARUERI – Problemas – Fernandinho (machucado), João Vítor (machucado) – Time provável (3-4-1-2) – Renê, Xandão, André Luís e Leandro Castan; Bruno Ribeiro, Ralf, Éverton e Márcio Careca; Thiago Humberto; Val Baiano e Flavinho. Técnico: Diego Cerri
CURIOSIDADE – Em 2007, o Barueri visitou o Barradão pela Série B e foi derrotado por 2 x 1
PALPITE – Vitória
POR QUÊ – O Vitória não vence há cinco partidas, mas o Barueri não tem sido um bom visitante – perdeu nove, venceu duas.
ARBITRAGEM – Gutemberg de Paula Fonseca (RJ); Ediney Guerreiro Mascarenhas, Jorge Luiz Roque
FLAMENGO x GOIÁS

Domingo, Maracanã, 19h30
FLAMENGO – Problemas – Maldonado (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Bruno, Leonardo Moura, Álvaro, Ronaldo Angelim e Juan; Aírton e Toró; Williams, Petkovic e Zé Roberto; Adriano. Técnico: Andrade
GOIÁS – Problemas – Romerito (terceiro cartão) – Time provável (4-2-2-2) – Harlei, Vítor, Ernando, Rafael Tolói e Júlio César; Rithely, Fernando, Léo Lima e Fernandão; Felipe e Iarley. Técnico: Hélio dos Anjos
CURIOSIDADE – Ano passado, um empate na penúltima rodada por 3 x 3 atrapalhou a caminhada do Flamengo para se classificar à Libertadores.
PALPITE – Flamengo
POR QUÊ – Com Maracanã lotado e time quase completo, o Flamengo ainda enfrenta um time que só tem uma motivação: atrapalhar a festa rubro-negra.
ARBITRAGEM – Leandro Vuaden (RS); Roberto Braatz, Carlos Berkenbrock
ATLÉTICO MINEIRO x INTERNACIONAL

Domingo, Mineirão, 19h30
ATLÉTICO MINEIRO – Problemas – Benítez (expulso) – Time provável (4-3-1-2) – Carini, Carlos Alberto, Werley, Wélton Felipe e Thiago Feltri; Jonílson, Correa, Márcio Araújo e Ricardinho; Éder Luís e Diego Tardelli. Técnico: Celso Roth
INTERNACIONAL – Problemas – Daniel (terceiro cartão) – Time provável (4-4-2) – Lauro, Danilo Silva, Índio, Bolívar e Kléber; Giuliano, Sandro, Guiñazú e Marquinhos; D’Alessandro e Alecsandro. Técnico: Mário Sérgio
CURIOSIDADE – Pelo Brasileiro, o Atlético não vence o Inter no Mineirão desde 2002. De lá para cá, uma vitória do Inter, em 2003 (2x1) e quatro empates.
PALPITE – Internacional
POR QUÊ – Mário Sérgio é o rei do contra-ataque, achou uma formação que vem de bom jogo e o Atlético tem se atrapalhado contra defesas bem fechadas.
ARBITRAGEM – Cléber Abade (SP); Émerson Augusto de Carvalho, Vicente Romano Neto
VASCO x PORTUGUESA

Série B, Sábado, Maracanã, 17h
VASCO – Problemas – Fernando Prass (machucado), Titi (machucado) – Problemas – Tiago, Fagner, Vilson, Gian e Ramon; Nilton, Souza, Alan e Carlos Alberto; Adriano e Élton. Técnico: Dorival Júnior
PORTUGUESA – Problemas – Bruno Rodrigo (suspenso pelo STJD), Acleisson (terceiro cartão), Domingos (expulso) – Time provável (4-3-1-2) – Muriel, Fernandinho, Thiago Gomes, Preto Costa e Fabrício; Ygor, Henrique, Preto e Marco Antônio; Fellype Gabriel e Zé Carlos. Técnico: Vágner Benazzi
CURIOSIDADE – Em 1984, Vasco e Portuguesa jogaram no Maracanã pelas quartas-de-final do Brasileirão. Deu Vasco, por 4 x 3.
PALPITE – Vasco
POR QUÊ – Com Maracanã novamente com bom público, o Vasco pode seguir sua festa na Série B.
ARBITRATEM – Arílson Bispo da Anunciação (BA); Katiuscia Mayer Berger Mendonça, Adson Márcio Lopes Leal
- 08h30
- 19Nov

O primeiro tempo do Palmeiras contra o Grêmio foi bem razoável. Não era um time que demonstrassse o poder para ganhar o jogo a qualquer momento. Mas um time consciente, que trabalhava a bola, procurava o espaço para finalizar -- só conseguiu uma vez, com Diego Souza.
Nos minutos finais, a pane. A marcação afrouxou e o Grêmio começou a pressionar. Tiro de Fábio Rochemback e Douglas Costa de fora da área, uma boa defesa de Marcos. O necessário, para a equipe que ainda sonhava em renascer no campeonato? Esperar o fim do primeiro tempo e retornar para o segundo com a mesma calma, com um pouco mais de ímpeto.
E então, Máxi López foi preciso no toque sobre Maurício, Marcos rebateu, Rafael Marques fez o gol.
Acabou?
Perto de acabar a chance de título para o Palmeiras já estava antes do jogo. Àquela altura, a situação seguiria inalterada, não fossem as agressões mútuas de Maurício e Obina. A atuação de Héber Roberto Lopes foi correta e aqui não está em questão o erro de Vuaden no sábado, em São Paulo x Vitória. Héber acerto e ponto.
E o jogo acabou para o Palmeiras.
O jogo e o campeonato.
Ou melhor, a chance de título.
O campeonato só não terminou , porque há duas rodadas para tentar se manter na Libertadores. Contra o Atlético, rival direto pela vaga, Muricy não contará com Pierre (terceiro cartão), Obina e Maurício (expulsos). Terá Cleiton Xavier e Maurício Ramos.
A queda palmeirense tem tudo a ver com a mudança de estilo de Luxemburgo para Muricy. Luxemburgo não estava bem, mas não seria demitido não fosse a briga com Belluzzo. Com a mudança obrigatória, a partir da demissão, Muricy era a melhor opção, porque representava a ambição de um clube que luta para voltar a ser vencedor. Mas representava uma mudança radical de estilo. O Palmeiras pagou o preço por isso. Isso obriga a montar um time vencedor em 2010, ano que começará com muito mais pressão sobre o treinador palmeirense.
- 20h54
- 18Nov

Se Borges fosse suspenso por cinco jogos, provavelmente ninguém reclamaria. Foi agressão o que o centroavante fez contra Tulio na partida contra o Grêmio. Só que para Borges, ficou barato, enquanto Dagoberto e Jean pegaram penas pesadas demais. Jean foi expulso pelo segundo cartão amarelo e o cartão vermelho puro e simples já serviria para puní-lo. Dagoberto merecia a punição por uma partida apenas, a não ser pela comparação com Vagner Love, que pegou dois jogos pelo cartão vermelho contra o Avaí, em lance similar. Dagoberto pegou 3 partidas, um abuso.
Como abuso é o Campeonato ficar a mercê das decisões sem critério de um tribunal que merecia cair de caduco.
- 08h11
- 17Nov

Uma das coisas mais difíceis que existem é precisar como jogaram os grandes times do passado. Pense no Santos, de Pelé, bicampeão mundial em 1963. Até hoje,o time é recitado num WM: Gilmar, Lima, Mauro e Dalmo; Zito e Calvet; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.
Apesar disso, a maioria saiba que aquela equipe de sonhos jogava mesmo no 4-2-4. Deveria ser assim cantada a escalação: Gilmar, Lima, Mauro, Calvet e Dalmo; Zito e Mengálvio; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe.
Hoje acordei e tive a honra de saber que Renato Maurício Prado leu a coluna que escrevi na Folha, na edição de segunda-feira. Com a autoridade de quem estava no Maracanã em 1981, Renato discorda de minha avaliação tática daquela equipe, embora não diga isso em todas as letras.
Aquele Flamengo tinha um atacante só, digo eu. Renato estava no Maracanã e diz que havia três, porque somava Tita e Lico ao centroavante Nunes -- para mim, as funções de Tita e Lico eram mais de meias que de atacantes.
A prancheta de segunda-feira não compara o Flamengo de sonhos de 1981 com o Flamengo atual. Diz apenas que ele serve de referência para Andrade. A prancheta de segunda não diz que o Flamengo de 1981 jogava todas as suas partidas num 4-2-3-1. Fala que jogou várias vezes assim, mas concentra-se especificamente em um jogo: Flamengo 2 x 1 Vasco, a final do Campeonato Carioca de 1981, o Jogo do Ladrilheiro (um rubro-negro, de profissão ladrilheiro, invadiu o campo nos minutos finais e brecou a possível reação vascaína).
Naquele dia, sem Tita, Lico jogou pela direita e Adílio jogou à esquerda, num sistema igual ao que hoje o Flamengo utiliza. Adílio, camisa 8 puro e histórico, costuma dizer qu gostava quando jogava pelos lados do campo, ou pela direita, ou pela esquerda.
A referência à decisão de 1981 se dá por ouvir depoimentos de muita gente ligada àquele time. Mas principalmente porque tive a chance de rever o jogo, comprado de um colecionador catarinense, há pouquíssimo tempo. Uma das coias mais difíceis que existem é definir com precisão como jogaram os times do passado. A memória nos trai e muitas vezes você contemplava o time como a uma pintura.
A conclusão de que, naquele jogo, especificamente naquele dia, o Flamengo jogou taticamente igual à que joga hoje vem do vídeo-teipe, revisto à exaustão. Ele está à disposição.
- 17h05
- 16Nov

Adriano é responsável por 35% dos gols do Flamengo. São 19 dos 54 gols rubro-negros. O grau de dependência de seu artilheiro é razoável, por parte do time de Andrade. Mas não excesivo.
Na história do Campeonato Brasileiro, nenhum time dependeu tanto dos gols de seu artilheiro quanto o Botafogo, de Túlio, em 1995. Naquela campanha, o alvinegro marcou 46 gols, Túlio fez 23 -- 50%.
O menor índice de dependêncai de um goleador foi do São Paulo de 2006. O time marcou 66 vezes, teve o melhor ataque da competição. Lenílson foi o artilheiro com 8, ou 12%.
Abaixo, veja o grau de dependência de cada campeão, do seu maior goleador:
1971 - Atlético Mineiro (39 gols) - Dario (15 gols) - 38%
1972 - Palmeiras (46 gols) - Leivinha (15 gols) - 32%
1973 - Palmeiras (52 gols) - Leivinha (20 gols) - 38%
1974 - Vasco (33 gols) - Roberto (16 gols) - 48%
1975 - Internacional (51 gols) - Flávio (16 gols) - 31%
1976 - Internacional (59 gols) - Dario (16 gols) - 27%
1977 - São Paulo (40 gols) - Serginho (18 gols) - 45%
1978 - Guarani (57 gols) - Careca e Zenon (13 gols) - 22%
1979 - Internacional (40 gols) - Jair (9 gols) - 22%
1980 - Flamengo (46 gols) - Zico (21 gols) - 45%
1981 - Grêmio (32 gols) - Tarciso (7 gols) - 21,8%
1982 - Flamengo (48 gols) - Zico (20 gols) - 41,6%
1983 - Flamengo (57 gols) - Zico (17 gols) - 29,5%
1984 - Fluminense (39 gols) - Assis e Washington (9 gols) - 23%
1985 - Coritiba (25 gols) - Índio (9 gols) - 36%
1986 - São Paulo (62 gols) - Careca (25 gols) - 40%
1987 - Flamengo (22 gols) - Bebeto (7 gols) - 31,8%
1987 - Sport (27 gols) - Nando (8 gols) - 29%
1988 - Bahia (33 gols) - Zé Carlos (9 gols) - 27%
1989 - Vasco (27 gols) - Bismarck (8 gols) - 29,6%
1990 - Corinthians (23 gols) - Neto (9 gols) - 39%
1991 - São Paulo (28 gols) - Raí (7 gols) - 25%
1992 - Flamengo (44 gols) - Júnior (9 gols) - 20%
1993 - Palmeiras (40 gols) - Edmundo (11 gols) - 27%
1994 - Palmeiras (58 gols) - Rivaldo (14 gols) - 24%
1995 - Botafogo (46 gols) - Túlio (23 gols) - 50%
1996 - Grêmio (52 gols) - Paulo Nunes (16 gols) - 30%
1997 - Vasco (69 gols) - Edmundo (29 gols) - 42%
1998 - Corinthians (55 gols) - Marcelinho (18 gols) - 33%
1999 - Corinthians (61 gols) - Luizão (21 gols) - 34%
2000 - Vasco (51 gols) - Romário (20 gols) - 39%
2001 - Atlético Paranaense (68 gols) - Kléber Pereira (17 gols) - 25%
2002 - Santos (59 gols) - Diego e Robinho (10 gols) - 16%
2003 - Cruzeiro (102 gols) - Alex (23 gols) - 22%
2004 - Santos (103 gols) - Deivid e Robinho (21 gols) - 20%
2005 - Corinthians (87 gols) - Tévez (19 gols) - 22%
2006 - São Paulo (66 gols) - Lenílson (8 gols) - 12%
2007 - São Paulo (55 gols) - Borges (9 gols) - 16%
2008 - São Paulo (66 gols) - Hugo (10 gols) - 15%


A última vez que o São Paulo perdeu para o Botafogo, no Rio, foi em 2004. Caiu em Caio Martins, por 1 x 0, gol de Gláucio. Nas duas últimas visitas ao Rio, o São Paulo ganhou do Botafogo.
É claro que isso não indica necessariamente vitória tricolor no próximo domingo, no Engenhão. Mas como cada torcida tem seus traumas particulares, o retrospecto serve para mostrar que o drama são-paulino não é o Botafogo, esperança rubro-negra e palmeirense.
A última derrota do São Paulo para o Goiás no Serra Dourada foi em 2005: 3 x 0. De lá para cá, três visitas ao Centro-Oeste, uma delas no campo neutro do Bezerrão, no Distrito Federal. Duas vitórias e um empate.
Se você for buscar apenas no passado alguma razão para julgar que a tabela do São Paulo permite tropeços, desista. A explicação precisa estar no presente.
No passado, a lembrança é do Flamengo empatando com o Goiás, resultado que atrapalhou a caminhada da classificação para a Libertadores.
Era o time de Caio Júnior.
Hoje, a equipe de Adriano.
Eis a questão na reta de chegada. Se há um motivo para pensar no título brasieliro depois de 17 anos está no camisa 10 da Gávea. O mesmo que fazia sucesso no Morumbi, ano passado.
Na reta de chegada do Brasileirão, mesmo que a grosso modo, o duelo é São Paulo x Adriano.
P.S.: Bem entendido, Aqui se está tratando do Adriano como qualidade do Flamengo. A grande qualidade. O time do Flamengo é bom, coisa que eu digo desde o início do ano. Não se está reduzindo o Flamengo a Adriano.
Outra questão: quando se diz que para os próximos anos de campeonato o melhor é que o Flamengo ganhe do que Palmeiras e São Paulo, isso significva que é bom para o torneio ter alternância de campeões e de estados vencedores.
Mas, se o São Paulo for campeão, será por mérito dele. Isso não se discute.
Obrigado à vida inteligente deste planeta pela compreensão.
“Como você pode ter tanta memória”, é uma das perguntas que o jornalista mais ouve na vida. Mas a resposta não pode vir antes de um histórico.
A vida esportiva de PVC começa quando o jornalista era o Paulo, de 14 anos, na frente na banca de jornais, ainda antes de abrir, à espera de sua leitura preferida: a revista Placar – como conta João Moreira Salles, em reportagem da revista Piauí número 17, de fevereiro de 2008. Formado em Jornalismo em 1990, pela Universidade Metodista, em São Bernardo do Campo, começou a trabalhar em pequenos jornais da cidade e depois como repórter do Diário do Grande ABC. Em 1991, foi estagiário da revista Ação, da editora Abril e logo chegou à Placar. Em 1997, chegou ao diário Lance!.
Escreveu livros também: Jornalismo Esportivo, Os 50 Maiores Jogos das Copas do Mundo e Futebol Passo a Passo: Técnica, Tática e Estratégia.
Na ESPN desde 2000, PVC passou a participar de quase todos os programas e de várias transmissões de futebol. Pela firmeza dos comentários, embasados em muita informação, firmou-se já como um dos grandes comentaristas do jornalismo esportivo brasileiro.
Agora voltemos à pergunta que sempre fazem: Como consegue lembrar de tantos detalhes, de tantos jogos, de tantos jogadores? Sentado no balcão da padaria, contou “tenho uma parte da memória do que vivi como fã de futebol e outra que alimento lendo, prestando atenção ao que leio, porque sei que vou precisar”. Mais! Organiza informações em papéis e computadores portáteis, de escalações a datas.
Ou seja, mais organização e atenção do que um dom extraterreno. Mais trabalho do que mágica. Mais transpiração do que inspiração. Trocando em miúdos, dedicação, humildade e jornalismo no sangue. E PVC nem chegou aos 40 anos de idade, quando, dizem, jornalistas começam a ficar bons de verdade. Será possível?
Paulo Vinicius Coelho, o PVC, é jornalista desde os 18 anos. Foi repórter da revista PLACAR, repórter, editor e colunista do jornal Folha de S.Paulo e desde 2000 é comentarista dos canais ESPN. Cobriu as Copas de 1994, 1998 e 2006 e tem mais tempo de profissão do que tinha de vida, quando começou a trabalhar
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