ESPN
- Sugestões da Redação:
- /programacao
- /tabelas
- /blogs
- /pauloviniciuscoelho
- EXPN
- ESPN360
- Patrocínio do site
PARTICIPE
- /blogs
- /cadastro
- /enquete
- /mural
- /promocoes
DIVERSÃO
- /bolao
- /bolaouefa
CANAIS
- /radioeldoradoespn
SUPORTE E AJUDA
- /afiliadas
- /anuncie
- /assine
- /expediente
- /faleconosco
- /quemsomos
- /quemveste
- /trabalheconosco
- Cadastro / Login
- Faça seu cadastro de fã do Esporte
Carregando...
Carregando...
Carregando...
- 12h00
- 01Nov
De volta. E com uma pelada direto de Cuba!
por Julio Gomes, blogueiro do ESPN.com.br
Olá, pessoal. Estou de volta com o pedido de desculpas! Uma semana sem blog é demais, mata qualquer audiência fiel. Por isso que (ainda) não tenho Twitter. Se não tem tempo, melhor não se aventurar. Em minha defesa, conto que foi uma semana frenética. Participei de um seminário muito bacana chamado Media On, sobre jornalismo online.
Entre a preparação da minha participação e, claro, assistir ao próprio seminário, a semana se foi e eu não consegui parar um minuto para escrever.
Nem consegui parar para ver a Lusa matar o Guarani! Uau. Eis que estamos de volta à briga. Mas, por enquanto, vou cumprir minha promessa e não irei ao Canindé terça-feira. Espero muito que a Lusa ganhe do ABC. Mas, se jogar mal, as cornetas vão soar de novo no Canindé e eu vou me irritar. Não estou afim. Aliás, espero que os imbecis que entraram armados no vestiário e que causaram toda essa punição à Portuguesa não dêem as caras. E nem ninguém que não vá exclusivamente para torcer, sem ressalvas.
Voltando ao Media On. Quem quiser ver minha participação no evento e saber mais sobre o projeto da ESPN no mundo digital, é só ver nos links abaixo:
Parte 1:
http://terratv.terra.com.br/Especiais/Noticias/4416-253414/Jornalismo-esportivo-e-debatido-no-MediaOn-Parte-3.htm
Parte 2:
http://terratv.terra.com.br/Especiais/Noticias/4416-253415/Jornalismo-esportivo-e-debatido-no-MediaOn-Parte-4.htm
Voltando...
Um rapaz chamado Lucas Borges trabalha comigo no site da ESPN, que segue crescendo graças à ajuda de vocês. Brilhante repórter, futuro garantido, vai cavar o seu espaço e chegar longe, o menino.
No começo deste mês, foi a Cuba com o pai dele. Eu já fui a Cuba, no ano 2002. Sei que sou minoria, mas gosto muito de Cuba. Um dia falo mais sobre a Ilha e minhas posições. Mas hoje quero só falar de futebol. Quando fui para lá, joguei bola na praia com os nativos e foi uma coisa divertidíssima, eu nunca conheci um povo tão parecido com o nosso. O Lucas, que joga muito mais bola do que eu (agora vai ficar mascarado!), fez o mesmo. Quer dizer, fez mais. E relata sua aventura neste texto abaixo.
Vale a leitura!
Abraços e até mais.
***
UMA PELADA EM CUBA
por Lucas Borges
Antes de embarcar de São Paulo para Havana, Cuba, no dia 10 de outubro, planejava conhecer as marcas deixadas pela revolução socialista, monumentos, museus, belas praias, um povo alegre e hospitaleiro, rum, charutos etc. Claro que, se fosse possível, poderia matar a saudade do bom e velho futebol e me aventurar em uma pelada com os locais. Mas não alimentei muitas esperanças, já que aquela era a terra do beisebol.
Logo na chegada à Ilha de Fidel, porém, comecei a me surpreender. Do caminho do aeroporto ao hotel vi pelo menos três grupos de pessoas correndo atrás da bola. E não daquela pequena e pesada, mas da nossa bola! Em todos os grupinhos, camisas da seleção brasileira e até uma do São Paulo. Nos primeiros dias em Cuba, mais indícios de que talvez aquela não fosse somente a terra do beisebol. Perguntavam-me sobre a má fase de Ronaldinho Gaúcho, se Kaká era melhor que Messi. Até sobre Corinthians e Palmeiras eles queriam saber. Bem informado, o cubano.
Após um dia de passeios, enquanto retornava ao hotel, o táxi passou por mais uma campo onde se disputava uma peleja e desta vez não resisti. Como o jogo acontecia perto de onde estava hospedado, resolvi colocar camiseta e calção e fui a pé ao encontro da partida. Dispensei a chuteira e tentei a sorte descalço, mesmo porque imaginava que a coisa fosse um tanto amadora.
Cheguei ao misto de gramado e terrão, bem parecido com os da várzea em São Paulo, e me deparei com cerca de 50 atletas esperando sua vez do lado de fora. Entre os jogadores, um Cristiano Ronaldo, de cabelo moicano e camisa de Portugal, outro Roberto Carlos, com a 6 canarinha, todos bem uniformizados e, inclusive, de chuteiras.
Pelo andar da carruagem, teria que esperar algumas horas para conseguir uma chance ali. Tentei conversar com uma espécie de professor que à beira do campo dava ordens, escolhia as equipes e apitava. Talvez o fato de ser brasileiro chamasse sua atenção e me garantisse uma vaguinha no time. À primeira vista, no entanto, o treinador não se sensibilizou com o estrangeiro que reivindicava uma oportunidade de mostrar seu futebol. Depois de alguns minutos ‘encostado’, o técnico resolveu testar minha ‘brasilidade’.
- Brasileño?
- Sim.
- Estamos garantidos en el Mundial, han?
‘Estamos’ quem? Pensei eu. O ‘professor’ explicou:
- Mi equipo es Brasil!
Aquele seria o primeiro de muitos ‘hinchas’ do Brasil que conheceria em Cuba. Assim como torcemos por nossos clubes, eles torcem por nosso país.
Conversamos sobre nossa chateação com a seleção de Dunga – sim, o ‘brasileiro cubano’ também não gostava de Dunga –, sobre o Brasilerao 2009 – assim mesmo, sem o acento –, sobre o peso do Ronaldo Fenômeno, e ganhei sua confiança. Fui escalado para jogar ao lado de seis garotos de mais ou menos 16 anos. Explicaram-me as condições do jogo – seis homens na linha e um no gol; dez minutos de partida ou um tento marcado – e perguntaram minha posição. Sob questionamentos dos meus companheiros, que esperavam ver o ‘brasuca’ no ataque, decidi atuar na defesa.
Entramos em campo e conheci meus adversários. O ataque rival tinha Henry e Raul, obviamente não os próprios, mas anônimos vestidos com as camisas de Barça e Real, respectivamente, e um sujeito de quase 2 metros de altura e com mais de 100 quilos que me contaram ser o recordista mundial de embaixadinhas, superando uma suposta marca de Ronaldinho Gaúcho. Fingi acreditar e fui para o embate.
Logo em um dos primeiros lances de jogo, escanteio para ‘eles’ e Henry sobe mais alto que eu. Na tentativa de tirar a bola do esguio centroavante, acabo colocando a bola para dentro da minha própria meta. Gol contra! Em uma tentativa desesperada de prolongar minha breve participação em gramados cubanos, levanto do chão com a mão levantada e pedindo falta. Para minha surpresa, o público de fora não só acredita, como me apóia incondicionalmente. Talvez quisessem ver o brasileiro mais um pouco em campo. Nossos rivais entram em fúria com minha simulação.
O duelo segue e até consigo retomar a honra brasileira com alguns desarmes, bons passes e um chute a gol perigoso. Minha decisão de atuar na defesa foi perfeita. Os cubanos sabem jogar bola. São rápidos, habilidosos, técnicos...Mas não dão a mínima para o coitado do goleiro que fica sozinho lá atrás! Será essa a razão pela qual, apesar de praticarem tanto, eles ainda serem inexpressivos no esporte?
A prova de que realmente não havia decepcionado meus amigos de time veio após o 0 a 0 no tempo normal, na hora dos pênaltis. Fui escolhido para converter a primeira cobrança. Respirei fundo, bati rasteiro no canto e fiz 1 a 0. Também me elegeram como arqueiro nas penalidades.
Não defendi nenhuma cobrança, saímos derrotados, mas a experiência foi para lá de válida. Apesar do fracasso, ainda ganhei a solidariedade de Raul, o homem do pênalti final, que estendeu sua mão e me levantou do chão, e de meus companheiros, que com tapinhas nas costas limparam o barro da minha camisa. Antes de voltar para o hotel, um pouco de água gelada em uma garrafa de refrigerante usada e a última resposta para os curiosos cubanos:
- A Ustedes les gustan los argentinos?
- Claro que no! Está loco!, exclama antes de mim nosso professor, o ‘brasileiro cubano’, com uma indignação que nem um brasileiro verdadeiro mostraria.
Dou adeus a todos com a impressão de que estava conhecendo outro país do futebol.
***
por Julio Gomes
/juliogomes- 20h19
- 10Nov
Alexandre Braz
Julio, sou estudante de jornalismo, aqui no Rio de Janeiro. Sou seu fã, admiro seu potencial jornalístico, sua ética e seu profissionalismo. Você, mesmo tão jovem é um exemplo para quem deseja fazer jornalismo de verdade. Parabéns.... Abraço, Alexandre
- 12h11
- 07Nov
José Damião Vasconcelos
Boa Júlio! Já fui a Cuba duas vezes, além de um povo maravilhoso, à relação dos cubanos com os brasileiros é profundamente de esperança revolucionária, pois eles compreendem que o Brasil é fundamental naquilo que Simón Bolivar chamava de Patria Grande, ou seja, Nonstra América Socialista. Também assim como, você e o Lucas joguei fubebol com eles e parabéns ao Lucas muito bom o texto uma experiência e tanto. Abraços
- 12h32
- 06Nov
Fernando Mendes
Boooooaa Lucas !
- 19h26
- 05Nov
Paulo
É a região caribenha é bonita, pena é a ilha prisão....ser como ela é prisão.
- 19h21
- 05Nov
Marco
Pena que eles não podem nos visitar também...ditadura é assim.
- 15h24
- 05Nov
Dilson Nobre
Aehhhh Luquinhas!!!!! Gostei de ver meu querido, sucesso e tudo de bom!!!! Abs
- 12h39
- 04Nov
www.subideira.blogspot.com
Entre em nosso blog e comfira o trabalho social e completamente independente que esta sendo realizado em Araraquara-sp,na tentativa de criar uma nova ideologia em prol do esporte nacional.
- 19h45
- 03Nov
Wanderlei de Oliveira
Olá JULIO GOMES, Parabéns pela apresentação no Media On. De fato, o texto do Lucas Borges sobre uma pelada em Cuba - é ótimo! Wanderlei de Oliveira
- 15h55
- 03Nov
Luiz Eduardo Assis - Salvador/BA
Os vídeos não estão funcionando. Bom texto!!
- 15h22
- 03Nov
Pedro Torrezan
É muito impressionante como somos parecidos. Fui na ILHA em 2008, e foi minha melhor experiência até hoje e cada dia que passa tenho mais vontade de voltar lá. Não tive a oportunidade de jogar futebol com um grupo de cubanos, mas acabei jogando uma partida Sulamericana, pois tinha Argentino, Chileno, Uruguai, Cubano e o Brasileiro aqui. Abraços e Parabens pela Viagem
- 13h50
- 03Nov
Luige Costa Carvaho / ARACAJU-SE
Uma excelente história, com h mesmo. Os relatos sobre essa breve passagem pela ilha, nos deixa com o sabor de quem sabe um dia ter a honra e a gratidão de conhecê-la. Com pequenos detalhes da generosidade dos cubanos como na passagem sobre "as batidas na camisa para tirar o barro", etc, deixa claro que por mais que o NORTE tente propagar que o diabo nasceu em CUBA, o povo cubano nos encanta com sua cultura, sua música, suas lutas e quem sabe um dia... com seu futebol
- 19h02
- 02Nov
Ana Paula Marques
Tenho muito orgulho do meu irmão. Parabéns Luketa!
- 02h07
- 02Nov
Vitor Cruz
Excelente texto Lucas!!! e melhor ainda a cara de pau do brazuca "apitando" o jogo. Abraço
- 14h16
- 01Nov
Esequias Pierre de Lima Filho
Parabens Julio pela aposta e a Lucas, bicho essa é uma experiência que pretendo ter dentre as várias em CUBA, parabens pelo texto! e obrigado por dividir conosco! abração aos dois.
- 21h32
- 24Nov
A draga do Liverpool e a matemática para Barcelona e Internazionale
Rafael Benítez já experimentou de tudo como técnico dos Reds: as campanhas na Champions nunca foram iguais
- 17h27
- 23Nov
Para o sorteio de grupos da Copa, qual o melhor critério: geográfico ou esportivo?
Compare a possível divisão de potes e saiba como ela seria se fosse levado em conta o ranking da Fifa
- 23h13
- 22Nov
A matemática de cada time na reta final do Brasileirão. E palpites!
Sete torcidas só assistem às últimas duas rodadas. As outras todas assistem, torcem, sofrem, choram... Na penúltima rodada, oito dos dez jogos valem alguma coisa
Julio Gomes trabalha no jornalismo esportivo desde 1998, quando tinha 18 anos anos e começou a carreira no UOL. Quatro anos depois, cobriu sua primeira Copa do Mundo. Em 2003, foi a Madri para fazer um mestrado e lá ficou por cinco anos como correspondente. Torcedor da Lusa, é desde março de 2009 o editor do ESPN.com.br e do ESPN 360.