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- 06h16
- 24Nov
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
Existem hoje no mercado, diversos tipos e modelos de SLCDs (Spring Loaded Caming Devices - ou traduzindo, dispositivos de castanhas retráteis), que no Brasil a galera acaba chamando de friends. Bem... friends mesmo, são apenas os FCUs (Four Cam Units – unidades de quatro castanhas) fabricados pela Wild Country inglesa, que por terem sido os primeiros a serem produzidos em larga escala, acabaram sendo sinônimo deste tipo de peça móvel.
Desde que o americano Ray Jardine inventou o friend, isso na década de 70, o design deste equipamento evoluiu muito, tornando-se hoje um companheiro obrigatório no rack de qualquer escalador tradicional ou de grandes paredes. Jardine descobriu que ao fazer uma meia castanha com o desenho seguindo a linha de uma espiral logarítmica, quanto mais tracionada a peça fosse para baixo, mais pressão a castanha faria para ao lados. O ângulo da espiral se mantém o mesmo durante todo o percurso da castanha, sendo que ela fica maior logo abaixo do eixo. Estava inventada uma peça para proteção em fendas paralelas. O inventor usou o equipamento escondido dos curiosos por muito tempo, até que vendeu a patente para a Wild Country, que o produziu durante anos, até aparecerem outras marcas e modelos.
A idéia no post de hoje é apenas mostrar os três principais tipos de SLCDs. Lógico que existem dezenas de modelos com diferenças às vezes bem relevantes entre si. Mas a verdade é que existem 3 diferenças capazes de separar essas peças e que são a primeira divisão entre eles, e que devem ser levadas em conta na hora do escalador adquirir esse equipo.
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
FCUs: são os velhos e conhecidos friends, hoje fabricados por muitas empresas, com diversas ‘corruptelas' do desenho original . São peças de quatro castanhas independentes, que deslizam todas em um eixo apenas. São os mais básicos. Agüentam em média 12kN de carga. Funcionam muito bem em fendas paralelas e irregulares também, assim como os camalots e TCUs.
Vantagens: mais leves e baratos do que os camalots.
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
Camalots: são os FCUs com dois eixos fabricados pela Black Diamond americana. Esses dois eixos permitem à peça uma retração muito maior do que as peças com um eixo apenas. O resultado é um alcance maior. Podemos dizer toscamente que dois camalots substituem três friends em amplitude de alcance. A grande vantagem dos camalots x friends, é que os camalots são mais fáceis de acomodarem-se numa fenda do que os FCUs justamente por conta do seu alcance ser maior. A seu favor, os FCUs há o peso – e preço – inferior.
Vantagens: maior alcance e em geral um pouco mais resistentes que os friends.
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
TCUs: abreviação de Three Cam Unit, são os SLCDs de três castanhas. Em geral, na proporção de tamanho equivalente, são sempre mais fracos que os de quatro castanhas, mas todavia muito mais versáteis nas fendas rasas. Para que qualquer uma dessas peças funcione corretamente, todas as castanhas devem estar em contato com a pedra, mas quando a fenda é rasa, nem sempre isso é possível. Então, se você tenta um FCU e uma das castanhas fica de fora, a solução é apelar para os TCUs. Além de serem por volta de 20% mais fracos, os TCUs “caminham” na fenda mais do que os FCUs, então é bom tomar cuidados para eles não saírem da colocação.
Vantagem: funcionam em fendas rasas onde um FCU não caberia.
- 06h15
- 23Nov

- 10h45
- 20Nov
- 11h05
- 18Nov
- 09h31
- 17Nov
Tomaz Humar falece no Langtang Lirung
Neste final de semana o corpo do alpinista esloveno Tomaz Humar (40) foi encontrado já sem vida. Tomaz sofreu um acidente quando escalava em solitário o Langtang Lirung (7.227m), no Nepal. O acidente aconteceu provavelmente na descida. O escalador, ganhador do Piolet d’Or de 96, teve tempo de avisar via telefone satelital seu cozinheiro no campo-base e sua mulher na Eslovênia. Foram iniciadas várias ações de resgate com equipes do Nepal e da Suíça, mas o mal tempo atrapalhou os trabalhos.
Crédito da imagem: www.chadurif.fr
Durif mandando tudo!
A francesa Charlotte Durif de 19 anos teve uma semana excepcional no final de outubro: mandou dois projetos de 8c+ (5.14c) e avistou um 8b+ (5.14a) na França. Ela encadenou "The Wall" (8c+) em Combe la Vielle, e logo depois o negativo de 50 metros de "Pull Over" no Grotte de Galetas.
Alguns dias depois, Durif foi para o Verdon Gorge, e com uma corda de 100m avistou as quatro primeiras enfiadas de "Ultime Démence" de uma só vez! As enfiadas são de grau 5.13c, 5.13b, 5.13c, e 5.13a. Durif disse que somente as duas últimas enfiadas, se combinadas dão o grau 5.14a. No dia seguinte, ela ainda fez o link das duas primeiras enfiadas de "Ramirole": 5.13c/d e 5.13b.
"The man that follows hell" 9a+, para Markus Bock
Em meados dos anos 90, um alpinista alemão de Frankenjura chamado Andy Hofmann tentou a primeira parte de uma linha que considerava possível, mas não conseguiu encadená-la, e depois de muitas lesões, se deu por vencido.
Um amigo de Markus, Manuel Brunn finalmente conseguiu realizar os movimentos no ano passado e batizou a primeira parte da rota de "Kawaschuwu" e propoz o grau 8c+. Dai Koyamada e Markus repetiram e confirmaram o grau. Na ocasião, nenhum dos dois pensou ser capaz aumentar a via uns metros mais.
Passados alguns meses, Markus voltou à linha e depois de seis tentativas, enncadenou a parte de baixo e mais uma extensão, aumentando o grau para 9a+ e dando o nome “o homem que segue o inferno” para este que ele considera ser seu projeto mais difícil encadenado até o momento.
Samuel e Simon Anthamatten e Michael Lerjen escalam a face sul do Jasemba.
Os três alpinistas suíços, todos guias de montanha em Zermatt, conseguiram após cinco dias de escalada em estilo alpino, a primeira ascensão do Nangpa Gosum I, conhecido como Jasemba (7.350m) no Nepal, exatamente na fronteira com a China.
Francês manda nova linha em Smith Rocks
No início deste mês, o escalador francês Pierre Bollinger fez a primeira ascensão de uma nova linha no Smith Rock State Park, no Oregon, EUA. Bollinger chamou a nova rota de "Shoot'm Up" e propôs o grau 5.14b (8c).
Esta é uma das paredes mais importantes na história da escalada esportiva americana, pois foi lá que começaram a ser abertas vias de alto grau que depois ficaram conhecidas internacionalmente, "Aggro Monkey" (5.13a/b) e "Badman" (5.14a).
Em 1986, "To Bolt or Not to Be", encadenada por Jean Baptiste Tribout foi o primeiro 5.14 (8b+) dos Estados Unidos numa época em que a escalada esportiva ainda era controversa. Seis anos mais tarde, Tribout voltou e encadenou Just Do It (5.14c) que novamente era a rota mais difícil dos EUA naquele momento.
- 08h31
- 16Nov
Bota Dry Stone Snake – Lançamento da marca nacional para este final de ano. Bota de cano médio e muito leve, ideal para caminhadas e uso no dia-a-dia. Protege seu pé sem o peso das botas técnicas. Vem com o solado Snake, que confere excelente aderência no barro. www.snake.com.br
Rain cover Deuter – Com diversos tamanhos que protegem mochilas de capacidades de 12 até 90 litros, as capas de chuva da Deuter são indicadas para dar uma proteção extra as mochilas durante caminhadas de várias dias onde pode-se pegar chuva por períodos prolongados. São muito leves.
www.deuter.com.br
- 05h53
- 13Nov
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
Fazia uns 8 anos que eu havia escalado o Costão do Pão de Açúcar pela primeira – e única – vez. No final de semana em que estive no Rio de Janeiro para asistir à Mostra de Filmes de Montanha, repeti a escalaminhada com meus filhos Vitor, Artur e o brodão Stéfano Braggio (A.K.A. DJ Sequipa), que assinou a trilha sonora do filme Fountainebleau, e no ano passado ganhou o prêmio de melhor trilha com Infinito.
A escalada do Costão é tranqüila - se você não for adolescente e já acordar cansado. Mas apesar de ser uma via muito fácil e ter poucas partes na rocha, vale demais a pena. Quer seja para treinar as pernas, ou para subir uma montanha visual num dia em que seus dedos estão detonados.
A via do Costão foi conquistada em 1817 pela inglesa Henriettta Carstiers. É um 2° grau, mas existe um lance de III no meio do percurso em que uma queda pode terminar mal, portanto o uso equipamento de segurança é obrigatório.
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
Quem sobe o Pão de Açúcar escalando, pode descer de bondinho até o Morro da Urca, depois você escolhe pagar o Bondinho para descer até a praia Vermelha, ou desce pela trilha e em meia hora está no asfalto.
Para maiores informações, adquira o Guia de Escaladas da Urca, de Flávio Daflon e Delson de Queiroz, nas lojas de montanha ou pelo site http://www.guiadaurca.com
- 07h46
- 12Nov
O Centro Excursionista Brasileiro - CEB, completa neste mês de novembro, 90 anos de existência e atividades em prol do montanhismo em nosso país. O CEB é um dos mais tradicionais e ativos clubes de montanhismo do país, sendo, aliás, o mais antigo da América do Sul, e ao longo de sua existência, vem oferecendo a décadas, uma vasta programação direcionada para o montanhismo, em diversos locais do Brasil e, eventualmente, no exterior.Para quem reside no Rio de Janeiro, os clubes são uma excelente forma de iniciar-se no esporte. Existem diversos clubes na cidade com sede própria, onde o associado pode inscrever-se em cursos e atividades de caminhadas e escalada. Para maiores informações, acesse o site de FEMERJ (http://www.femerj.org) e do próprio CEB (http://www.ceb.org.br).
Leia abaixo trecho do livro História do Montanhismo no Rio de Janeiro - Dos Primórdios aos Anos 1940 (2ª edição de Waldecy Mathias Lucena)
"Lançada a idéia de fundação da tal sociedade, houve uma primeira reunião do grupo, já muito limitado, em junho, na então sede do Centro Athletico Sampaio, situado à Rua Minas, 99. A reunião tinha como objetivo a organização das bases para as seções que se seguiriam com as presenças constantes de Alberto Fleischhauer, Hilton de Oliveira, Edgard Cerqueira, Armindo Martins, Antonio Flora Nogueira, Romeu Moreira, Lyses Melgaço e Adolpho Fleischhauer. A escolha do Centro Athletico Sampaio para sediar esta e as reuniões seguintes se deu pois alguns dos fundadores do CEB eram também sócios desse clube. Nestas reuniões, sempre realizadas com muito entusiasmo,foram estudados projetos de estatutos, o nome da sociedade, seus fins, sua bandeira e outros detalhes. A penúltima reunião realizou-se à Rua São Paulo,54, residência de Hilton de Oliveira. Já a última realizou-se em outubro, no Restaurante Campestre, situado à Rua dos Ourives, 35, atual Rua MiguelCouto. Durante esta reunião foi lido o projeto dos estatutos e algumas modificações para os mesmos foram propostas. Decidiu-se também, por unanimidade, que a data da Assembléia de Fundação seria o dia 1o de novembro de 1919. Finda a reunião, um pequeno banquete comemorativo foi oferecido por Hilton de Oliveira. Durante este banquete, diversos brindes foram feitos com os mais fervorosos votos de prosperidade para a sociedade a se fundar. Assim, seis meses após o raid Rio-Petrópolis, era fundado o Centro Excursionista Brasileiro, no Largo de São Domingos*, sobre a casa Matias, no dia 1o de novembro de 1919." * O Largo de São Domingos foi extinto em função da construção da Av.Presidente Vargas.
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- 08h07
- 11Nov
Existem sinais internacionais para pedido de socorro que são bem simples, mas que muitas pessoas desconhecem ou se confundem no momento de uma emergência.
As mochilas da marca alemã Deuter (http://www.deuter.com.br) tem um acessório bem interessante - uma etiqueta plastificada com os sinais para pedir ajuda e orientar um pouso de aeronave. Veja abaixo:


Não se esqueça que no Brasil, os socorristas oficiais para quelquer tipo de emergência é o Corpo de Bombeiros, e seu telefone 193 funciona em todo o território nacional.
- 12h06
- 10Nov
Amanhã, quarta-feira, dia 11 de novembro acontecerá em São Paulo, a II Clínica de nós de escalada da FEMESP - Federação de Montanhismo e Escalada do Estado de São Paulo, no ginásio 90 Graus (Rua João Pedro Cardoso 107) às 20h00.
Esta clínica deverá ser realizada nos mesmos moldes da primeira, com o intuito de ensinar e revisar nós, voltas e algumas técnicas utilizados na escalada em rocha.
Serão abordados os seguintes temas:
nós: oito, lais de guia, azelha, nó de fita
nós para união de duas cordas
voltas: UIAA (meia volta de fiel), fiel
backup no rapel
Segundo a diretora técnica da Federação, Samanta Chu, "Havendo tempo disponível e interesse poderão ser abordados outros temas."
A clínica é gratuita e aberta a todos os interessados. Para participar basta comparecer à 90 Graus com um pedaço de corda (preferivelmente com 3m de comprimento aproximadamente), um mosquetão, e um anel de cordelete (no mínimo 30cm comprimento, fechado).
Eliseu Frechou, é guia de montanha, instrutor de escalada e atleta patrocinado. Dedicou 25 dos seus 40 anos ao montanhismo. É colaborador da ESPN-Brasil desde 1999. Já produziu diversos filmes e documentários premiados sobre a escalada e o montanhismo brasileiro.
Eliseu abriu algumas das maiores e mais difíceis vias de escalada do Estado de São Paulo, dentre as quais “Neurônios Fritos” (V 5º VI A3 – 250m/3 dias) na face norte do Bauzinho, “Distraídos Venceremos” (V 5ºVII A3 - 310m/5 dias), e dezenas de outras na região da Pedra do Baú. Conquistou também, quase duas centenas de novas rotas na região da Serra da Mantiqueira, em diversos estilos e com até 9° grau de dificuldade.
Em 94, escalou em companhia de sua esposa Elizabeth B. Frechou a big wall Half Dome pela “Northwest Regular Route”(5.11 A2 - 800m/3 dias). Logo após, subiu uma as maiores paredes rochosas do planeta, o big wall El Capitan, pela rota “Zenyatta Mondatta”(VI 5.9 A4+ - 850m/9 dias), uma das mais difíceis rotas já escaladas por brasileiros, graduada em A4+. Ambas as big walls estão situadas no Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia, EUA. Por estas duas escaladas, Eliseu e Elizabeth ganharam o prêmio “Os Maiores Aventureiros de 1995”, conferido pela comunidade excursionista brasileira.
Em junho de 96, estabeleceu com uma equipe brasileira sob um calor de 53°C a rota “Solução Suicida” (6º VII A4 - 550m/6 dias) no Kaga-Tondo, a maior torre rochosa africana, situada no deserto do Sahel, Mali. Em agosto deste ano escalou ainda, em solitário, a face norte da Pedra do Baú, uma das mais difíceis do país, numa escalada de dois dias.
Em julho de 98, repetiu a escalada mais difícil do Brasil, a rota “Terra de Gigantes” (VI 4°sup A4 600m/5 dias), na Pedra do Sino. Em setembro, com Márcio Bruno, fez a terceira repetição da escalada mais difícil do El Capitan, a “Plastic Surgery Disaster” (VI 5.VI A5 - 750m/8 dias), sendo um dos únicos brasileiros que tem em seu currículo duas escaladas no El Cap.
No final de maio de 2003 escalou em solitário a parede da Yosemite Falls (maior cachoeira americana e quinta mais alta do mundo), pela rota "Yosemite Pointless" (V 5.9 C3+ - 600m/3 dias), realizando a primeira ascensão clean da rota. Ainda em maio, repetiu a "West Face" (V 5.8 C2+ - 300m/2 dias) da Leaning Tower, considerada a parede mais negativa dos EUA. Em dezembro viajou com Chistopher Young em Siurana e Montserrat na Espanha para uma temporada de escalada esportiva e tradicional.
Em 2004 escalou a "West Face" (V 5.8 C2+ - 300m/2 dias) da Leaning Tower novamente, desta vez com o montanhista Marcelo Vaccari. Em outubro visitou com Chistopher Young os canyons de calcário de Potrero Chico, no México.
Em maio de 2006 esteve pela segunda vez no Mali onde abriu com Fernando Leal diversas vias e boulders, dentre elas a "Filhos do Sol", no Wanderdu. Em setembro deste ano, ainda escalou com Wagner Pahl o "East Butress" do Mount Whitney, montanha mais alta dos EUA continental.
Entre estas e outras viagens ao exterior, Eliseu viaja freqüentemente pelo Brasil, escalando e abrindo rotas do CE ao RS.
Eliseu Frechou se dedica há 25 anos ao montanhismo. É fundador da Montanhismus, 1ª escola de escalada do Brasil e do Mountain Voices - Informe Brasileiro de Montanhismo e Escalada. Atleta profissional já escalou algumas das maiores e mais difíceis montanhas do mundo. Colaborador da ESPN-Brasil desde 1999
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